terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Professora Alene Lins divulga concorrentes de melhor fotografia jornalística
Confira entrevista exclusiva com Péricles Diniz, idealizador do evento
Por Alissandro Lima
Em meio aos preparativos do IV Prêmio Francisco Montezuma de Jornalismo Laboratorial, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), que acontece nesta quarta-feira (15), o professor Péricles Diniz concedeu uma entrevista por email contando as novidades e detalhes deste ano, e as emoções que marcaram os anos anteriores.
Idealizador e principal responsável, Péricles é formado
Confira abaixo o bate-papo com Péricles Diniz.
Alissandro Lima - Quando e como surgiu a idéia do prêmio?
Péricles Diniz - Segui o exemplo do jornalista e professor Fernando Conceição, então meu orientador para o doutorado, que em 2007 ou 2008 editava o jornal laboratório da Facom e promovia uma premiação entre as melhores matérias produzidas pelos alunos. Aproveitei a ideia e ampliei a experiência paras as outras disciplinas práticas.
Lima - Por que Francisco Montezuma como nome do prêmio?
Diniz - O Francisco Montezuma é, sem dúvidas, o maior nome ligado à imprensa cachoeirana, um pioneiro que certamente merece a homenagem. Tenho a trajetória dele publicada em um artigo que escrevi em 2009 para um congresso nacional de história da mídia.
Lima - Como funciona a indicação dos estudantes e a escolha dos vencedores?
Diniz - Os professores titulares de cada disciplina prática ou alguém indicado pelo coordenador do curso escolhem cinco trabalhos produzidos naquele ano e fazem a indicação. No dia da festa, há um júri de cinco pessoas, formado por professores da casa e profissionais do mercado, escolhe entre os indicados aquele que julgar melhor.
Lima - Quantos estudantes e professores estão envolvidos neste projeto?
Diniz - Procuramos envolver todos os professores do curso de Jornalismo e convidamos os alunos do segundo semestre a participar voluntariamente, já que eles ainda não estão envolvidos com disciplinas práticas. Além disso, contamos também com os monitores das disciplinas práticas e os integrantes do Grupo de Estudos da Mídia, que coordeno.
Lima - Para você qual foi à edição mais marcante e por quê?
Diniz - A primeira, porque foi uma emoção inédita e estávamos, professores e alunos, aprendendo a fazer e obrigados a criar e improvisar muito. Não havia Leite Alves, não havia auditório, não havia qualquer estrutura de apoio e, contudo, foi uma festa muito bonita, nas dependências do Café com Arte.
Lima - Já houve alguma história marcante? Como foi?
Diniz - Todas as edições são marcantes, mas o evento do ano passado ficou marcado pelo apagão que deixou Cachoeira e região completamente sem energia há poucos minutos de começar a festa, que tinha realmente uma produção de primeiríssima qualidade. Foi uma pena.
Lima - Quais são as principais dificuldades do prêmio?
Diniz - A falta de recursos para investirmos um pouco mais tanto na produção quanto na premiação.
Lima - Estamos na 4° edição, quais são as perspectivas para este ano?
Diniz - Principalmente, propiciar uma aproximação maior entre veteranos e novos alunos, mas sobretudo os calouros, motivo pelo qual pensamos em transferir a premiação, que era no final do ano, para o início do período letivo. Desta vez, em razão do calendário apertado, não poderemos esperar pelos calouros, mas no ano que vem, quem sabe?
Lima - O que, o prêmio significa para você?
Diniz - É a grande festa de confraternização e de afirmação de identidade e auto-estima para alunos e professores do nosso curso de Jornalismo.
Serviço
Evento: Prêmio Francisco Montezuma
Data: 15/02/2012
Local: Auditório do CAHL - Cachoeira
Entrada franca
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Qual a importância de Francisco Montezuma ou Visconde do Jequitinhonha para o Prêmio de Jornalismo?
por Janaina Correa
O homenageado tem como seu verdadeiro nome Francisco Gomes Brandão, nascido em Salvador, na Bahia, em 23.03.1794, filho do comerciante português Manuel Gomes Brandão e da negra Narcisa Teresa de Jesus Barreto. Foi estudar em Portugal, na Universidade de Coimbra, onde formou-se em direito.
Lutou pela independência, frequentou a corte, resistindo a todos preconceitos por ser negro, com seu brilhantismo e grande inteligência, adotando o nome fictício de Francisco Jê Acaiaba Montezuma, sobrenomes de origem africana, tupi e asteca.
Fundou a sociedade secreta Jardineiros, defensora do movimento constitucionalista na Bahia
Ao lado de Francisco Corte Real, foi redator do jornal O Independente Constitucional, jornal fundado em Cachoeira e que teve sua primeira edição publicada em 1 de março de 1823, com tipografia própria mandada trazer de Portugal por Don Pedro I, que já sagrava-se imperador.
Foi um ícone da luta contra a corte portuguesa, pois ao fugirem de Salvador os partidários da independência, calados pela censura e perseguidos atrozmente, puderam erguer suas vozes e lutar pelos meios jornalísticos, pela liberdade de seu país.
Como político, foi deputado, ministro da Justiça, ministro dos estrangeiros e senador conselheiro do Imperador.
Foi o primeiro diplomata negro e lutou contra escravatura e a emancipação dos escravos, com seus correligionários escreveu um projeto que discutia um Brasil melhor e para isto espalhou panfletos pelo centro histórico da cidade:
Aviso ao povo Baianense - "Está para chegar o tempo feliz da nossa liberdade, tempo em que todos seremos irmãos, tempo em que todos seremos iguais", dizia o cartaz.
Como advogado, foi um dos fundadores da Ordem dos Advogados do Brasil e seu presidente Honorário (1843).
Por seus feitos, já que foi ele que convenceu o príncipe regente a trazer uma tipografia a Cachoeira, o Imperador Dom Pedro concedeu título de barão de Cachoeira, recusando este, mas aceitando ser agraciado como comendador da Imperial Ordem do Cruzeiro.
Teve destaque na maçonaria, trouxe uma nova ordem maçônica inspirada na estrangeira e foi titulado como primeiro Soberano Grande Comendador brasileiro.
Recebeu o título de visconde de Jequitinhonha (1854). Conforme historiadora Maria da Penha Guimarães:
"Montezuma foi o primeiro e único negro brasileiro que recebeu um título de visconde, cujo grau é superior ao de barão, mas continua escondido no calabouço da nossa história".
"Para mim, visconde de Jequitinhonha foi o grande líder político da intelectualidade do seu tempo, enquanto Zumbi foi o líder das massas libertárias. A importância desse personagem ultrapassa as fronteiras brasileiras", resumiu Maria da Penha.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 15.02.187.
Fontes:
- DINIZ, J. Péricles *
O INDEPENDENTE CONSTITUCIONAL:
INSTRUMENTO DE GUERRA
NOS PRIMÓRDIOS DA IMPRENSA BRASILEIRA
-http://www.dec.ufcg.edu.br/
-Pastoral Afro
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Prêmio Montezuma terá certificado para participantes

Professora Márcia Rocha divulga concorrentes de Melhor reportagem de tevê
Prêmio Montezuma ganha parceria de blog

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Professor Péricles Diniz divulga concorrentes de melhor matéria impressa
Fabiana Dias: 121 anos - Aniversário de São Félix homenageia memória de intendente (edição 52)
Juliana Barbosa e Barbosa: Pavarotti: o pássaro, Cabeção: o criador (edição 48)
Lorena Morais: Bé, o bode cão de Olinda (edição 49)
Raquel Pimentel: Bom Saber: sustentabilidade, educação ambiental e preservação do mangue em Maragojipe (edição 45)
Valdelice Santos: Esquecidas pelo tempo (edição 46)